Assinala-se esta terça-feira [11.02.2025], o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, efeméride instituída pela ONU para incentivar a actuação das mulheres nas áreas científicas e promover o equilíbrio de género na ciência.
As mulheres representam menos de 1/3 da força de trabalho na ciência, na tecnologia, na engenharia e na matemática, e ainda menos em áreas de vanguarda. Apenas uma em cada 5 profissionais que trabalham com inteligência artificial é mulher, logo, devemos fazer mais para promover as mulheres e as meninas cientistas, por intermédio de bolsas de estudo, de estágios e de programas de formação que proporcionam uma plataforma para o sucesso.
Dados oficiais apontam para um desequilíbrio em termos de presença de homens e mulheres nos trabalhos de pesquisa, sendo que o número de homens é bastante superior ao de mulheres, apesar se reconhecer que o trabalho destas mudou a maneira como o mundo é visto hoje.
Segundo o Secretário-Geral das Nações Unidas, “mais mulheres e meninas na ciência igual à melhores resultados na ciência”.
A contribuição da mulher para a ciência tem-se destacado ao longo da história e tem sido considerada crucial na descoberta de medicamentos e de invenções que mudaram o mundo e produziram pesquisas de longo alcance, embora, na mais das vezes, esses avanços sejam minimizados ou negligenciados por força do preconceito de género, que deixa por muito tempo as áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, conhecidas como STEM (sigla em inglês), marcadas pela exclusão.
No mundo, o número de estudantes do sexo feminino é particularmente baixo nas Tecnologias de Informação, TIC, sendo que 3%, nas ciências naturais, na matemática e na estatística é de 5% e em engenharia, manufatura e construção é de 8%.
As Nações Unidas apontam que a ciência e a igualdade de género são essenciais para alcançar as metas internacionais de desenvolvimento, incluindo a Agenda 2030 para os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.
A organização reconhece o grande esforço feito nos últimos 15 anos para inspirar e envolver o género feminino no mundo cientifico, no entanto, mulheres e meninas continuam a ser excluídas da participação plena nesse campo.